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Regras e padrões de uma transcrição de áudio em texto

Transcrição do áudio deste vídeo em texto:

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Chris: Olá, pessoal, tudo bem? Eu sou o Chris aqui da Audiotext e neste vídeo vou explicar regras e padrões que devem ser seguidos ao transcrever um áudio para texto. Vamos lá? O primeiro padrão de execução que veremos é a identificação dos participantes. A forma de identificação varia de acordo com o número dos falantes e conforme eles se apresentam ao longo do áudio. A primeira voz masculina será M1, a segunda M2, a terceira M3 e assim vai. A mesma coisa com as vozes femininas, F1, F2, F3. Quando há muitos participantes numa conversa, vozes parecidas ou sobreposição, você poderá ter dúvida. Por isso deve-se identificar com M ou F apenas, sem o número ao lado. Quando suas transcrições necessitarem de identificação com o nome e não com a sigla (M1, M2, F1, F2), uma lista será enviada para você junto com o job. Ou seja, o primeiro a falar neste áudio é João e o segundo, o Pedro. As mulheres serão Maria e depois a Joana, por exemplo. Você usará esses nomes antes das falas, ao invés de M1, M2, F1, F2. Observe os exemplos. No exemplo um, duas vozes masculinas foram identificadas, registradas respectivamente com M1 e M2 – três femininas, F1, F2 e F3. A voz não identificada, é aquela que não é recorrente no áudio ou pode ser uma voz parecida com a de outro participante, sendo difícil de identificar. Por isso, não acompanha o número, apenas M ou F. No exemplo, a voz não identificada masculina interrompe a conversa oferecendo um café na segunda fala. E a voz feminina não identificada aparece na última fala, uma vez que não foi possível saber se era a quarta voz ou a voz F1, F2 ou F3. No segundo exemplo, a especificação dos participantes foi enviada junto ao job. Ou seja, você como transcritor sabe que João Paulo, Luciane e Pedro irão aparecer nessa ordem. Caso surja alguma voz de alguém fora dessa lista, deverá ser registrado como M1, M2 , F1, F2 como vimos no exemplo anterior. Agora que já mostramos como identificar os participantes de um áudio, você irá aprender como registrar citações nas modalidades Ipsis e Standard. Quando o interlocutor citar a fala de outra pessoa ou de si próprio, utilize dois pontos, aspas e letra minúscula – conforme o exemplo 1.Mesmo que o interlocutor diga, “entre aspas”, e na sequência falar uma palavra, a palavra não deve ser escrita entre aspas. Utilizo o exemplo três para mostrar que só usamos aspas para citação. No exemplo, não registramos o nome do filme com aspas, somente com letras maiúsculas. Isso também serve para siglas, nomes de livros e autores, termos em inglês, entre outros. As aspas são somente para citação. É importante que o Texter entenda que ao omitir a sinalização de uma citação poderá gerar dificuldades para quem ler a transcrição, já que a fala do interlocutor pode se confundir com a de outra pessoa. Em depoimentos, por exemplo, isso pode trazer más consequências. O terceiro tópico que iremos ver são as pontuações que podem ser utilizadas em sua transcrição e quais erros você deve tomar cuidado para não cometer. Nós usamos: Ponto de interrogação (?), quando for feita uma pergunta. Ponto final (.), quando houver o encerramento da frase. Dois pontos (:) são empregados para enumerações, citações, esclarecimentos, vocativos, ou após palavras específicas como: “exemplo”, “observação”, “nota”, “ importante”. Ponto e vírgula (;) serve como um intermediário entre a vírgula e o ponto final, indicando uma pausa moderada. que o ponto final não se aplica. Já o Travessão (–) deve ser utilizado para separar frases ou expressões explicativas para destacar algum elemento no interior da frase ou para substituir o uso de parênteses, vírgulas ou dois pontos em determinados casos. O travessão também pode ser utilizado em soletração, como nomes, e-mails, códigos e afins. Reticências (…) são utilizadas em interrupções, hesitações e gaguejos, Em nosso vídeo, que explicamos a diferença entre as modalidades, damos exemplos bem legais sobre reticências, se você ainda não viu, confere lá. Nunca registre ponto de exclamação, caps lock, itálico, negrito, sublinhado, sinalizações e onomatopéias. Esses itens são proibidos em qualquer tipo de transcrição. Agora vamos ver os erros graves de uma transcrição. O primeiro erro grave é a falsa compreensão. E isso acontece quando o transcritor ouve uma coisa, mas foi falada outra; quando ele compreende de forma incorreta a palavra ou frase falada. No exemplo 1 foi transcrito “Livro de Consul” ao invés de livro de contos. “esse espectro” ao invés de “Clarice Lispector” “que era uma empresa brasileira” ao invés “Academia Brasileira de Letras” com letras maiúsculas, uma vez que é um nome próprio. Já a troca de trecho que mostramos no exemplo 2 é quando, na digitação, o Texter inverte a ordem da fala. Não é um erro muito comum, mas deve estar escrito sempre da forma com que foi falado. Sempre revise seu trabalho, conferindo as falas. Esse erro muitas vezes acontece, pois voltar o áudio para ter certeza do que foi dito é uma prática comum. Porém, pode gerar esta confusão. Ou seja, para evitar que este erro aconteça, ouça a frase inteira para ter certeza que a ordem das palavras não foi trocada. Agora vamos falar do Timestamp, que nada mais é do que marcação do tempo. Esse recurso é importante pois é o que liga o áudio ao texto. Ou seja, o timestamp funciona como um localizador da fala e é sempre utilizado ao início e fim de toda transcrição. Quando houver especificação, a marcação de tempo será também colocada ao fim de cada fala.Bom, agora vamos supor que você ouviu algo, mas não teve certeza de que ouviu. Isso pode acontecer quando há uma sobreposição da voz, pela dicção do interlocutor, sotaque ou até mesmo pelo vocabulário utilizado no áudio. Muitos transcritores omitem esse trecho ou deixam de registrar nas suas transcrições, prejudicando a entrega para o cliente. Por isso, utilizamos o recurso hipótese de áudio. Caso você não tenha certeza do que foi falado em um trecho, deve registrar a palavra ou sigla possivelmente correta entre parênteses e fazer a marcação de tempo, após essa palavra. Como é uma hipótese, você pode registrar exatamente como foi falado, conforme o exemplo. Para melhorar a sua entrega, eu sugiro que você pesquise termos que você desconhece no Google. É rápido e o seu job será mais valorizado. Lembra do perfil do Texter que vimos em outro vídeo? A pesquisa de vocabulário também é uma tarefa do transcritor. Agora, vamos supor que você não teve ideia do que ouviu. Nesse caso nós utilizamos um recurso chamado: trecho ininteligível. Para ficar mais limpo no texto, registramos somente inint, entre parênteses, seguido de timestamp. Esse recurso é usado somente quando houver ruídos ou sobreposição de vozes que prejudiquem a compressão do áudio, ou seja, quando realmente não dá pra identificar nenhuma palavra. A dica que eu dou pra você, é que você volte o áudio no mínimo 3 vezes no trecho que você não conseguiu entender para ter certeza que realmente você não identificou o que foi dito. É isso aí, espero que tenha ficado claro pra você os padrões e regras de uma transcrição: como identificar os participantes, inserir citações e pontuações, assim como as regras de marcação de tempo, hipótese de áudio e trechos ininteligíveis. No começo pode parecer um pouco complicado, mas basta um pouco de prática para que você domine 100%. Não deixe de conferir outros vídeos em nosso canal que são muito importantes. Como por exemplo a diferença entre as modalidades ipsis litteris e standard, dicas para aumentar a sua produtividade e você fazer mais rápido a sua transcrição, como revisar e formatar seu job antes da entrega, entre outros vídeos. Abraços e até a próxima.

[00:08:16]

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